{"id":568,"date":"2019-09-14T23:24:33","date_gmt":"2019-09-14T23:24:33","guid":{"rendered":"http:\/\/times.ces.uc.pt\/?p=568"},"modified":"2019-11-11T00:27:24","modified_gmt":"2019-11-11T00:27:24","slug":"times-participa-na-conferencia-da-espanet-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/times.ces.uc.pt\/?p=568","title":{"rendered":"TIMES participa na Confer\u00eancia da ESPANET Portugal"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-569 alignleft\" src=\"https:\/\/times.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/Apresenta\u00e7\u00e3o-TIMES-espanet-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/times.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/Apresenta\u00e7\u00e3o-TIMES-espanet-300x225.jpg 300w, https:\/\/times.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/Apresenta\u00e7\u00e3o-TIMES-espanet-768x576.jpg 768w, https:\/\/times.ces.uc.pt\/wp-content\/uploads\/Apresenta\u00e7\u00e3o-TIMES-espanet.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O TIMES participou na confer\u00eancia da ESPANET Portugal (European Network for the Analysis of Social Policy), sobre o tema &#8220;Pol\u00edtica Social em Portugal P\u00f3s Crise e Austeridade, Faculdade de letras da Universidade do Porto, 13-14 de setembro,\u00a0 organizada pelo Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.<\/p>\n<p>Silvia Ferreira apresentou a comunica\u00e7\u00e3o &#8220;Fronteiras e sentidos contestados das empresas sociais no contexto da transforma\u00e7\u00f5es do Estado de bem-estar e do Welfare mix em Portugal&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, tem havido um amplo consenso e um elevado ativismo pol\u00edtico por parte de governos e atores sociais em torno da economia social, concretizados na institucionaliza\u00e7\u00e3o de um setor da economia social atrav\u00e9s da Lei de Bases da Economia Social, do Conselho Nacional para a Economia Social, da Cooperativa Ant\u00f3nio S\u00e9rgio para a Economia Social, da Conta Sat\u00e9lite e da rec\u00e9m-criada Confedera\u00e7\u00e3o da Economia Social. Esta estrutura\u00e7\u00e3o foi interpretada (Ferreira, 2015) como um deslocamento da for\u00e7a motriz do terceiro setor em Portugal, do eixo TS \/ Estado para o eixo TS \/ economia, como resultado de mudan\u00e7as tanto no terceiro sector como nas coliga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e no contexto mais amplo e quadro institucional da retra\u00e7\u00e3o do Estado de bem-estar. Argumentamos que o atual debate sobre empresas sociais em Portugal faz parte dessa mudan\u00e7a institucional.<br \/>\nO debate em torno do conceito de empresa social apresenta uma divis\u00e3o dentro do eixo economia \/ TS, que indica diferentes tend\u00eancias e concep\u00e7\u00f5es de economia e da sua rela\u00e7\u00e3o com o papel do Estado no bem-estar, incluindo diferentes representa\u00e7\u00f5es do significado de \u201csocial\u201d e de \u201cempresa&#8221;. Desde a d\u00e9cada de 2000, a investiga\u00e7\u00e3o em Portugal identificou como empresas sociais cooperativas sociais, organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos, empresas de inser\u00e7\u00e3o e, recentemente, empresas com objetivos sociais e orientados para a inova\u00e7\u00e3o social. Enquanto os tr\u00eas primeiros tipos referem-se a empresas do sector da economia social &#8211; associa\u00e7\u00f5es, cooperativas, sociedades m\u00fatuas e funda\u00e7\u00f5es -, estas \u00faltimas dizem sobretudo respeito a empresas lucrativas ou n\u00e3o t\u00eam em conta a relev\u00e2ncia da forma jur\u00eddica. Este \u00faltimo enquadramento insere-se num quadro institucional e coliga\u00e7\u00f5es de actores diferentes dos da economia social, incluindo o emblem\u00e1tico programa-piloto financiado pela UE Portugal-Inova\u00e7\u00e3o Social, escolas de gest\u00e3o, funda\u00e7\u00f5es, consultores e organismos de apoio organizados discursivamente em torno de conceitos como o empreendedorismo social, inova\u00e7\u00e3o social, empreendimentos de impacto, investimento social, etc.<br \/>\nEsta apresenta\u00e7\u00e3o baseia-se em dados e an\u00e1lises produzidos no contexto do projeto \u201cTrajet\u00f3rias institucionais e modelos de empresas sociais\u201d (TIMES), que visa compreender as empresas sociais em Portugal. Apoiado pela an\u00e1lise de conte\u00fado de entrevistas semi-estruturadas a atores-chave e an\u00e1lise documental e jur\u00eddica, descrevemos as controv\u00e9rsias e conflitos em torno dos diferentes significados de empresa social. Mapeamos os diferentes significados de \u201csocial\u201d e de \u201cempresa\u201d e a forma como esses significados s\u00e3o institucionalizados em estruturas legais e pol\u00edticas. Ao descrever as controv\u00e9rsias e conflitos existentes nos diferentes significados do empresa social e sua rela\u00e7\u00e3o com o conceito de economia social procuramos identificar as tens\u00f5es nas fronteiras entre o social e\u00a0 o econ\u00f3mico, as tentativas de redesenhar essas fronteiras, as possibilidades de que essas fronteiras sejam institucionalizadas e os seus efeitos no pluralismo de bem-estar e no Estado social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TIMES participou na confer\u00eancia da ESPANET Portugal (European Network for the Analysis of Social Policy), sobre o tema &#8220;Pol\u00edtica Social em Portugal P\u00f3s Crise e Austeridade, Faculdade de letras da Universidade do Porto, 13-14 de setembro,\u00a0 organizada pelo Instituto de Sociologia da Universidade do Porto. 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